Páginas

domingo, 18 de agosto de 2013

O  INSTITUTO NORTE-RIOGRANDENSE DE GENEALOGIA - INRG 
VOLTA A SE REUNIR (agosto 2013)

ORMUZ, ANTONIO LUIZ, GEORGE VERAS, ODÚLIO BOTELHO, JOÃO FELIPE, CARLOS GOMES E LUIZ GONZAGA CORTEZ TIVERAM UMA TARDE DE BONS PAPOS E ELABORAÇÃO DE NOVAS PERSPECTIVAS PARA OS TRABALHOS DA INSTITUIÇÃO.

FIQUEM ATENTOS PARA A PRÓXIMA CONVOCAÇÃO E PREPAREM SEUS TRABALHOS PARA A NOSSA REVISTA NÚMERO DOIS.

sábado, 17 de agosto de 2013

Francisco Pinto de Abreu e d. Maria Suzana Ferreira de Moura

Por João Felipe da Trindade

O prof. Francisco Pinto de Abreu era filho de Bernardo Pinto de Abreu, que tendo ido para Angicos cuidar da saúde, por recomendações médicas, terminou casando com minha tia-avó Águida Torres Avelino. Um dos registros de casamento de Francisco Pinto trago para este blog, por conter boas informações.

Aos dezessete de Julho de mil novecentos e onze, na Sé, perante as testemunhas Dr. Alberto Maranhão, governador do estado, e Coronel General Manoel Teixeira de Moura, presidente da Intendência, assisti o recebimento matrimonial do Dr. Francisco Pinto de Abreu com D. Maria Suzana Ferreira de Moura. Ele viúvo de d. Thereza de Mello Abreu e ela viúva do Dr. Francisco de Paula Salles. Ele natural de Campina Grande e ela de São Gonçalo e ambos residentes nesta Freguesia; do que mandei fazer este assento que assino. O vigário Cônego João Evangelista da Silva Castro.

domingo, 11 de agosto de 2013

Pensylvania Siqueira e Teófilo Benedito Ottoni

Por João Felipe da Trindade


Ao longo do tempo os registros da Igreja vão se modificando. Uns com poucas informações, outros mais completos. Trago para cá, o registro do casamento de Pensylvania e Teófilo porque me surpreendeu. Ela de uma família conhecida do Rio Grande do Norte, ele por descender de um personagem que deu nome a uma cidade brasileira. Esse registro traz a vantagem de noticiar dados dos batismos dos nubentes.

Aos doze de fevereiro de mil novecentos e quarenta e sete, pelas 16:30 horas, nesta Catedral de Nossa Senhora da Apresentação, de Natal, em minha presença e das testemunhas, abaixo assinadas, por palavras de presente, e na forma do Ritual Romano, casaram-se em matrimonio Teófilo Benedito Ottoni e Pensylvania de Siqueira, habilitados canonicamente, solteiros; ele, oficial do Exército, com 24 anos de idade, nascido a dezoito de março de 1922, na Paróquia de Nossa Senhora das Dores, do Ingá, Niterói, Diocese do mesmo nome, batizado, na mesma paróquia, e residente, com os pais à rua Presidente Pedreira, 182, em Niterói, filho legitimo de Dr. Pio Benedito Ottoni, magistrado em Niterói, e de sua esposa D. Regina (Breves) de Oliveira Belo Ottoni; ela com vinte anos de idade, de prendas domésticas, nascida aos quinze de maio de mil novecentos e vinte e seis, nesta paróquia de Nossa Senhora da Apresentação de Natal, onde se batizou a seis de agosto de mil novecentos e vinte e seis, na Catedral, residente com os seus pais, à rua Dr. Nilo Peçanha, 334, filha legítima de Carlos Homem de Siqueira,funcionário aposentado, e de sua esposa D. Araci de Siqueira, domestica. Após o casamento a nubente passou a chamar-se Pensylvania de Siqueira Ottoni. O casamento civil realizou-se no mesmo dia. No processo canônico está anexado o (ilegível) diocesano de habilitação do nubente. E para constar, lavrei este termo, e me assino, Natal, 12 de fevereiro de 1947, Padre Benedito Basílio Alves, Pároco.
Assinatura dos nubentes e das testemunhas.


No registro de batismo e Pensylvania, o nome da mãe  é Aracy da Costa Siqueira.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O batismo de Luis da Câmara Cascudo

Por João Felipe da Trindade

Nosso maior escritor merece um destaque neste blog de Genealogia. Por isso, trazemos para cá uma imagem do batismo dele.

Está escrito na imagem: aos vinte e sete de maio de mil oitocentos e noventa nove, na Capela de Bom Jesus das Dores baptizei solenemente Luis, nascido aos trinta de dezembro do ano passado (1898). Filho legítimo de Francisco Justino d'Oliveira Cascudo e D. Anna Maria da Câmara. Padrinhos Dr. Joaquim Ferreira Chaves e D. Alexandrina Barreto Ferreira Chaves. Do que faço e assigno este termo. O Parocho João Maria Cavalcanti de Brito.
Alguns documentos aparecem como Francisco Justiniano

D. Alexandrina foi quem deu nome ao Município de Alexandria. Descende dos Velho Barreto, lá de Martins.
Na lateral do documento está escrito que ele casou-se com Dália Freire.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Genealogia, Matemática e existência

João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Cada indivíduo, que está na terra, neste momento, tem uma quantidade significativa de ascendentes, que a partir dos seus pais, cresce em progressão geométrica, se desprezarmos os casamentos entre parentes. Os pais são dois, os avós já são quatro, os bisavós, em número de 8, e os trisavós (ou terceiros avós) são 16.  É uma progressão geométrica de razão 2 que começa com dois e  que se expressa, em cada geração de ascendentes, como uma potência de 2. Assim, a quantidade de trisavós, que são dezesseis, é representada por 2 elevado a quarta potência. Quando você chega aos seus nonos avós, eles já são 1024 (2 elevado a 10 potência). Imagine a quantidade de ascendentes, em todo o mundo, se você recuar muitos anos atrás. Você, talvez, prefira que seu sobrenome seja Miranda Henriques, mas com certeza, você tem, através dos seus ascendentes passados, milhares de sobrenomes.

Qualquer que seja o evento acontecido anos atrás, você ou um seu ascendente estava vivo. Assim, quando Buda nasceu, existia em algum lugar do mundo, um ascendente seu, contemporâneo do mestre, que talvez até tenha convivido com ele. Da mesma forma quando Jesus foi crucificado, alguém, que está na sua ascendência, era vivo nesta terra, e talvez estivesse lá, naquela hora.

Em 1706, meus hexavós, João Machado de Miranda e Leonor Duarte de Azevedo, batizavam uma filha em São Gonçalo do Potengi, com o nome de Felizarda. Alguns dos ascendentes desses meus hexavós, podem ter presenciado o massacre de Uruassú, em 1645; Quando invadiram a Ilha de Manoel Gonçalves, em 1818, meu tetravô João Martins Ferreira, estava lá presente.

Acredito, pois, que carregamos dentro de nós a história da humanidade desde o seu início. Muitas vezes, fico me perguntando se alguns fenômenos que ocorrem com algumas pessoas não são frutos desses conhecimentos que vão passando de geração a geração, através de suas descendências. A holografia revela que a parte contém o todo. Na Matemática descobrimos que um segmento de reta contém a mesma quantidade de pontos que a própria reta. Assim, creio que toda vez que um ser é gerado, traz consigo informações do mundo passado. Nosso DNA pode ser mais valioso do que pensamos!

Li durante muitos anos sobre diversos assuntos, sem nenhum preconceito científico ou de outra natureza. Mesmo como matemático que sou, li sobre astrologia, numerologia, quiromancia, rabdomancia, radiestesia e outras coisas mais. Interessei-me por espiritismo, reencarnação, zen, ioga, psicografia, e múltiplas personalidades. Sempre gostei de biografias, de estudar sobre gênios, escritores, pintores e músicos famosos. 

Muitos gênios falam de suas experiências relatando que alguns escritos, quadros, descobertas ou músicas surgiam como um todo nos seus cérebros. Por que algumas crianças se tornam geniais com poucos anos de vida? Como surge essa genialidade neles?

Quando Chico Xavier psicografava, o que acontecia de verdade dentro do seu cérebro? Quando alguém faz regressão de vidas passadas, que partes do cérebro são ativadas que dão acesso as informação por elas relatadas? Como elas conseguem descrever paisagens, costumes, roupas de uma certa época do passado?
Por que, de repente, uma pessoa, com múltiplas personalidades, acessa dentro de si, um indivíduo que fala inglês, se ela mesma não conhece nada dessa língua? O que de fato acontece lá dentro do seu cérebro que ativa um personagem, aparentemente, inexistente? De onde vêm tais informações ou ações?

O hinduísmo fala em Registos Akáshicos, uma espécie de Biblioteca Virtual, que cada indivíduo possui, onde estão registradas todas as ações pretéritas. Mas, os estudos genealógicos me convencem, a cada dia, que tudo que existia, na época dos nossos ascendentes, vai passando de geração a geração para seus descendentes. Mas, a nossa educação, ao contrário do que devia acontecer, vai podando nossas potencialidades e dificultando nossa capacidade para acessar essas informações. A ciência e a religião, muitas vezes, ao longo do tempo, mutilaram nossas capacidades naturais, tratando com desprezo e preconceitos nossas percepções. 

Acredito, também, que estamos em rede, uns com os outros. Quando alguém sente em uma determinada hora, que um parente ou amigo, que mora distante, faleceu, e depois isso se confirma, temos uma prova da existência dessa rede entre as pessoas. Por que algumas descobertas ocorrem simultaneamente em lugares distantes? Há plágio, sincronicidade, ou essas pessoas entram em rede? Por que gêmeos que foram criados em lugares diferentes tem as mesmas preferências?

A educação seria melhor se estimulasse nossas capacidades inatas. Pegue uma caneta ou um pincel, sem a menor preocupação, e, talvez você escreva uma bela poesia, um bom romance, ou pinte um quadro espetacular, sem precisar pegar carona em gente famosa que já faleceu.


Nossa existência não começou na vida presente. Estamos aqui desde o começo de tudo!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Comunicado

CARÍSSIMOS CONFRADES E CONFREIRAS:
A Diretoria do Instituto Norte-rio-grandense de Genealogia tem o prazer e a alegria de comunicar aos seus associados seu novo endereço. A Instituição passará a funcionar tanto no expediente matutino como no vespertino em uma sala no prédio anexo ao I.H.G/RN, à Rua da Conceição n°. 623.
O local foi gentilmente cedido pelo Presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, Dr. Jurandyr Navarro da Costa, que também é membro de nossa Instituição.
Todo o acervo pertencente ao I.N.R.G. já se encontra no local, como também uma estante destinada a receber livros em doação. Já foram doados cerca de 80 livros pelos sócios, Ormuz Simonetti, Carlos Gomes e Odúlio Botelho, que juntamente com o acervo composto de computadores, impressora, máquinas fotográficas, micro systems, DVDs, rádio-cds, máquinas fotográficas e pen drives estão à disposição dos sócios, mediante simples recibo.
Esperamos contar com a presença e a ajuda dos companheiros para melhorar o conforto do nosso ambiente, para que possamos tornar a Instituição mais dinâmica e com presença constante no meio literário e cultural de nosso Estado. 
No momento precisamos conseguir algumas cadeiras, um gelágua, uma cafeteira e um televisor para facilitar a ilustração dos nossos trabalhos de palestras, no que já estamos em campo para conseguir. 
ESPERAMOS A VISITA DE TODOS E, SE POSSÍVEL, LEVANDO ALGUMA DOAÇÃO em livros ou documentos importantes para a Genealogia.
Renovamos a lembrança para enviarem trabalhos para a nossa Revista até o final deste mês.
Oportunamente comunicaremos a data da Assembléia Geral para a definição da eleição e outros assuntos do interesse do INRG. AGUARDEM A CONVOCAÇÃO. 
 
Atenciosamente,
 
ORMUZ BARBALHO SIMONETTI
Presidente