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sexta-feira, 25 de novembro de 2016
domingo, 20 de novembro de 2016
Um livro sobre a nossa Atlântida
Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com
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CONVITE
DIA 8 DE DEZEMBRO ESTAREI AUTOGRAFANDO O LIVRO DE MINHA AUTORIA "ILHA DE MANOEL GONÇALVES, VIDA E MORTE"
HORÁRIO: A PARTIR DAS 17 HORAS
LOCAL: ESPAÇO HIPOTENUSA
RUA MARISE BASTIER, 207, LAGOA NOVA, POR TRÁS DO ANTIGO RESTAURANTE CUXÁ
TELEFONE PARA CONTATO: 84 99982-7116
E-MAIL: jfhipotenusa@gmail.com
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Mande seu artigo genealógico para cá
Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com
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Se você quer escrever sobre seus antepassados e tem algumas fotografias de velhos parentes, de velhos casarões, de velhas fazendas, mande para aqui para publicarmos. Dessa forma, você pode ajudar a reconstruir a história do nosso povo.
Muitos dos seus ascendentes e parentes deixaram alguma coisa escrita sobre seus familiares, outros tantos tem fotografias que podem se perder com o tempo.
Você tem alguma partilha de bens, testamentos, inventários, ou outro documento histórico de sua família, então cuide de digitalizar e dar um destino útil a eles, caso contrário irão por lixo, mais adiante.
As lendas que ocorrem na sua família podem deixar pistas importantes para a Genealogia dos seus ascendentes ou da suas cidades.
Muitos dos seus ascendentes e parentes deixaram alguma coisa escrita sobre seus familiares, outros tantos tem fotografias que podem se perder com o tempo.
Você tem alguma partilha de bens, testamentos, inventários, ou outro documento histórico de sua família, então cuide de digitalizar e dar um destino útil a eles, caso contrário irão por lixo, mais adiante.
As lendas que ocorrem na sua família podem deixar pistas importantes para a Genealogia dos seus ascendentes ou da suas cidades.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Casamentos na Serra de João do Valle
Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com
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Nos registros da Freguesia do Assú, encontramos alguns casamentos na Serra de João do Valle, onde o celebrante era o padre Manoel Fernandes Pimenta da Silva Vejamos alguns desses.
Aos dois dias do mês de março de mil oitocentos e vinte e quatro, pelas nove horas da manhã, no Oratório de São José da Serra João do Valle, me presença do Reverendo Manoel Fernandes Pimenta da Silva e das testemunhas abaixo nomeadas, de minha licença, se receberam por esposos presentes: Antonio Ferreira de Almeida e Clara Maria da Conceição, meus fregueses: o esposo de idade de vinte e nove anos, filho legítimo de José Ignácio de Freitas e Catharina Ferreira de Almeida: a esposa de idade de trinta anos, filha legítima de Antonio de Crasto Lima e Izabel Maria da Conceição, natural da Freguesia do Apodi, donde apresentou seus papéis sem impedimento; o nubente natural deste Assú, e ambos nele moradores, onde se fizeram as denunciações nupciais sem impedimento, e logo lhes deu as bençãos matrimoniais, sendo primeiramente confessados e examinados na Doutrina Cristã, presentes por testemunhas José Gomes da Motta, casado, e Manoel Marreiros da Purificação, solteiro, todos deste Assú; e para constar fiz este assento em que me assinei. Joaquim José de Santa Anna, pároco do Assú. Os nubentes eram pardos
Aos quatro dias do mês de Maio de mil oitocentos e vinte e quatro, pelas novas horas da manhã, na Serra de João do Valle, em presença do Reverendo Manoel Fernandes Pimenta da Silva, e das testemunhas abaixo nomeadas, de minha licença, se receberam por esposos presentes Miguel e Joanna, escravos do capitão João Franco, meus fregueses; o nubente do gentio, de idade de cincoenta anos, pouco mais ou menos; a esposa de idade de trinta anos, natura deste Assú, , e filha natural de Luiza, também escrava do mesmo capitão; ambos esposos moradores nesta Freguesia de São João Baptista do Assú, onde se fizeram as denunciações nupciais, sendo primeiramente confessados e examinados na Doutrina Cristã, presentes por testemunhas Francisco da Silva Bastos, casado, e José Gonçalves de Oliveira, casado, todos deste Assú; e para constar fiz este assento em que me assinei. Joaquim José de Santa Anna, pároco do Assú. Os nubentes eram pretos.
Aos vinte dias do mês de Maio de mil oitocentos e vinte e quatro, pelas onze horas da manhã, no Oratório de São José da Serra de João do Valle, em presença do Padre Manoel Fernandes Pimenta da Silva, e das testemunhas abaixo nomeadas, de minha licença, se receberam por esposos presentes Joaquim José de Sana Anna e Anna Francisca, meus fregueses: o esposo natural da Freguesia de Nossa Senhora do Pilar, donde apresentou seus papeis desimpedidos, de idade que quarenta anos, filho natural de Anna dos Santos; a esposa de idade de vinte e oito anos, filha legítima de Custódio Gomes e Anna Rosa, natural da mesma Freguesia de Nossa Senhora do Pilar, donde apresentou também seus papéis livres, e desembaraçados, e por se acharem dispensados, e terem cumpridos as penitências que lhes foram impostas, e moradores neste Assú, onde se fizeram as denunciações nupciais, sem impedimento; e logo lhes deu as bençãos matrimoniais, sendo primeiramente confessados e examinados na Doutrina Cristã, presentes por testemunhas Felis Peixoto e Francisco Antonio, que assinou em cruz, casados, todos desta Assú, e para constar fiz este assento em que me assinei. Joaquim José de Santa Anna, pároco do Assú. Os nubentes eram Pardos
Aos dois dias do mês de setembro de mil oitocentos e vinte e quatro, pelas onze horas da manhã, no Oratório de São José da Serra de João do Valle, em presença do Padre Manoel Fernandes Pimenta da Silva, e das testemunhas abaixo nomeadas, de minha licença, se receberam por esposos presentes Miguel Antonio Peixoto, e Maria Joaquina da Fonseca, meus fregueses, por se acharem dispensados do impedimento em que estava ligados e terem cumprido a penitência, que lhes foram impostas: o esposo tem de idade vinte e sete anos, filho legítimo de Manoel Geris Peixoto e Francisca Maria da Conceição: a esposa de idade quinze anos, filha legítima de José Gomes da Mota e Francisca Maria Victória, naturais e moradores deste Assú, onde se fizeram as denunciações nupciais, sem impedimento, e logo lhes deu as bençãos matrimoniais, sendo primeiramente confessados e examinados na Doutrina Cristã, presentes por testemunhas João Franco de Oliveira Lisboa e Felis Peixoto da Anunciação, casados, todos deste Assú. E para constar fiz este assento em que me assinei. Joaquim José de Santa Anna, pároco do Assú. Os nubentes eram brancos.
domingo, 25 de agosto de 2013
Joaquim Calistrato de Almeida Leitão (2º)
Por João Felipe da Trindade
A família Leitão de Almeida está presente no Rio Grande do Norte, através do português José Leitão de Almeida, que lecionava em Recife, tendo destaque na nossa política, Agostinho Leitão de Almeida e Joaquim Leitão de Almeida.
Do professor José Leitão de Almeida descende Joaquim Calistrato. Vejamos um dos seus casamentos:
Aos vinte e seis de setembro de mil novecentos e trinta e sete, às 15 horas, em Oratório Particular, à Rua Camboim, 734, desta cidade episcopal do Natal, capital do Rio Grande do Norte, e freguesia de Nossa Senhora da Apresentação, onde se acha doente o nubente, depois de feitas as habilitações canônicas e demais formalidades prescritas, não aparecendo impedimento algum, quer canônico, quer civil, como se vê do processo que, sob o numero 17.086, fica arquivado nesta freguesia, por palavras de presente, na forma do ritual romano, em minha presença e na das testemunhas Antonio Fernandes Sobrinho, casado, funcionário público com 35 anos, natural da Paraíba, e Umberto Cocentino, casado, comerciário, com 25 anos, natural de Ceará-mirim, e residentes na rua Camboim, receberam-se em matrimônio Joaquim Calistrato Leitão de Almeida, e Ana Alcina de Araújo, ambos naturais deste bispado, e residentes nesta freguesia; ele, militar reformado, com 80 anos de idade, filho legítimo de Joaquim Calistrato Leitão de Almeida e de Maria Francisca Leitão de Almeida, ambos já falecidos, viúvo 2 vezes: de Maria Leitão de Almeida, filha legítima de Justino Leitão de Almeida e Guilhermina da Costa Ferreira; e de Maria José da Costa Alecrim, filha de Antonio da Costa Alecrim e de Justina da Costa Alecrim; ela solteira, de profissão doméstica, com 25 anos de idade, nascida no Ceará-mirim, onde se batizou em tenra infância, filha legítima de Antonio Francisco de Araújo e de Francisca Alcina de Araújo. Após o casamento, a nubente passou a assinar-se Ana Alcina Leitão de Almeida. O casamento realizou-se sem a comunhão de bens, por causa da idade do nubente. Já viviam maritalmente há sete anos e assim legitimaram perante a Igreja a sua união. Após o casamento lhes foi dado a benção nupcial. E para constar mandei lavras este termo em que assino. Monsenhor José Alves Ferreira Landim.
Joaquim Calistrato Leitão de Almeida e Maria José da Costa Alecrim eram os pais de Boanerges Leitão de Almeida, pai do coronel Paulo Leitão de Almeida.
Joaquim Calistrato Leitão de Almeida e Maria José da Costa Alecrim eram os pais de Boanerges Leitão de Almeida, pai do coronel Paulo Leitão de Almeida.
domingo, 11 de agosto de 2013
Pensylvania Siqueira e Teófilo Benedito Ottoni
Por João Felipe da Trindade
Ao longo do tempo os registros da Igreja vão se modificando.
Uns com poucas informações, outros mais completos. Trago para cá, o registro do
casamento de Pensylvania e Teófilo porque me surpreendeu. Ela de uma família
conhecida do Rio Grande do Norte, ele por descender de um personagem que deu
nome a uma cidade brasileira. Esse registro traz a vantagem de noticiar dados
dos batismos dos nubentes.
Aos doze de fevereiro de mil novecentos e quarenta e sete,
pelas 16:30 horas, nesta Catedral de Nossa Senhora da Apresentação, de Natal,
em minha presença e das testemunhas, abaixo assinadas, por palavras de
presente, e na forma do Ritual Romano, casaram-se em matrimonio Teófilo
Benedito Ottoni e Pensylvania de Siqueira, habilitados canonicamente,
solteiros; ele, oficial do Exército, com 24 anos de idade, nascido a dezoito de
março de 1922, na Paróquia de Nossa Senhora das Dores, do Ingá, Niterói,
Diocese do mesmo nome, batizado, na mesma paróquia, e residente, com os pais à
rua Presidente Pedreira, 182, em Niterói, filho legitimo de Dr. Pio Benedito
Ottoni, magistrado em Niterói, e de sua esposa D. Regina (Breves) de Oliveira
Belo Ottoni; ela com vinte anos de idade, de prendas domésticas, nascida aos
quinze de maio de mil novecentos e vinte e seis, nesta paróquia de Nossa
Senhora da Apresentação de Natal, onde se batizou a seis de agosto de mil
novecentos e vinte e seis, na Catedral, residente com os seus pais, à rua Dr.
Nilo Peçanha, 334, filha legítima de Carlos Homem de Siqueira,funcionário
aposentado, e de sua esposa D. Araci de Siqueira, domestica. Após o casamento a
nubente passou a chamar-se Pensylvania de Siqueira Ottoni. O casamento civil
realizou-se no mesmo dia. No processo canônico está anexado o (ilegível) diocesano
de habilitação do nubente. E para constar, lavrei este termo, e me assino, Natal,
12 de fevereiro de 1947, Padre Benedito Basílio Alves, Pároco.
Assinatura dos nubentes e das testemunhas.
No registro de batismo e Pensylvania, o nome da mãe é Aracy da Costa Siqueira.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
O batismo de Luis da Câmara Cascudo
Por João Felipe da Trindade
Nosso maior escritor merece um destaque neste blog de Genealogia. Por isso, trazemos para cá uma imagem do batismo dele.
Nosso maior escritor merece um destaque neste blog de Genealogia. Por isso, trazemos para cá uma imagem do batismo dele.
Está escrito na imagem: aos vinte e sete de maio de mil oitocentos e noventa nove, na Capela de Bom Jesus das Dores baptizei solenemente Luis, nascido aos trinta de dezembro do ano passado (1898). Filho legítimo de Francisco Justino d'Oliveira Cascudo e D. Anna Maria da Câmara. Padrinhos Dr. Joaquim Ferreira Chaves e D. Alexandrina Barreto Ferreira Chaves. Do que faço e assigno este termo. O Parocho João Maria Cavalcanti de Brito.
Alguns documentos aparecem como Francisco Justiniano
Alguns documentos aparecem como Francisco Justiniano
D. Alexandrina foi quem deu nome ao Município de Alexandria. Descende dos Velho Barreto, lá de Martins.
Na lateral do documento está escrito que ele casou-se com Dália Freire.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Genealogia, Matemática e existência
João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Cada indivíduo, que está na terra, neste momento, tem uma quantidade significativa de ascendentes, que a partir dos seus pais, cresce em progressão geométrica, se desprezarmos os casamentos entre parentes. Os pais são dois, os avós já são quatro, os bisavós, em número de 8, e os trisavós (ou terceiros avós) são 16. É uma progressão geométrica de razão 2 que começa com dois e que se expressa, em cada geração de ascendentes, como uma potência de 2. Assim, a quantidade de trisavós, que são dezesseis, é representada por 2 elevado a quarta potência. Quando você chega aos seus nonos avós, eles já são 1024 (2 elevado a 10 potência). Imagine a quantidade de ascendentes, em todo o mundo, se você recuar muitos anos atrás. Você, talvez, prefira que seu sobrenome seja Miranda Henriques, mas com certeza, você tem, através dos seus ascendentes passados, milhares de sobrenomes.
Qualquer que seja o evento acontecido anos atrás, você ou um seu ascendente estava vivo. Assim, quando Buda nasceu, existia em algum lugar do mundo, um ascendente seu, contemporâneo do mestre, que talvez até tenha convivido com ele. Da mesma forma quando Jesus foi crucificado, alguém, que está na sua ascendência, era vivo nesta terra, e talvez estivesse lá, naquela hora.
Em 1706, meus hexavós, João Machado de Miranda e Leonor Duarte de Azevedo, batizavam uma filha em São Gonçalo do Potengi, com o nome de Felizarda. Alguns dos ascendentes desses meus hexavós, podem ter presenciado o massacre de Uruassú, em 1645; Quando invadiram a Ilha de Manoel Gonçalves, em 1818, meu tetravô João Martins Ferreira, estava lá presente.
Acredito, pois, que carregamos dentro de nós a história da humanidade desde o seu início. Muitas vezes, fico me perguntando se alguns fenômenos que ocorrem com algumas pessoas não são frutos desses conhecimentos que vão passando de geração a geração, através de suas descendências. A holografia revela que a parte contém o todo. Na Matemática descobrimos que um segmento de reta contém a mesma quantidade de pontos que a própria reta. Assim, creio que toda vez que um ser é gerado, traz consigo informações do mundo passado. Nosso DNA pode ser mais valioso do que pensamos!
Li durante muitos anos sobre diversos assuntos, sem nenhum preconceito científico ou de outra natureza. Mesmo como matemático que sou, li sobre astrologia, numerologia, quiromancia, rabdomancia, radiestesia e outras coisas mais. Interessei-me por espiritismo, reencarnação, zen, ioga, psicografia, e múltiplas personalidades. Sempre gostei de biografias, de estudar sobre gênios, escritores, pintores e músicos famosos.
Muitos gênios falam de suas experiências relatando que alguns escritos, quadros, descobertas ou músicas surgiam como um todo nos seus cérebros. Por que algumas crianças se tornam geniais com poucos anos de vida? Como surge essa genialidade neles?
Quando Chico Xavier psicografava, o que acontecia de verdade dentro do seu cérebro? Quando alguém faz regressão de vidas passadas, que partes do cérebro são ativadas que dão acesso as informação por elas relatadas? Como elas conseguem descrever paisagens, costumes, roupas de uma certa época do passado?
Por que, de repente, uma pessoa, com múltiplas personalidades, acessa dentro de si, um indivíduo que fala inglês, se ela mesma não conhece nada dessa língua? O que de fato acontece lá dentro do seu cérebro que ativa um personagem, aparentemente, inexistente? De onde vêm tais informações ou ações?
O hinduísmo fala em Registos Akáshicos, uma espécie de Biblioteca Virtual, que cada indivíduo possui, onde estão registradas todas as ações pretéritas. Mas, os estudos genealógicos me convencem, a cada dia, que tudo que existia, na época dos nossos ascendentes, vai passando de geração a geração para seus descendentes. Mas, a nossa educação, ao contrário do que devia acontecer, vai podando nossas potencialidades e dificultando nossa capacidade para acessar essas informações. A ciência e a religião, muitas vezes, ao longo do tempo, mutilaram nossas capacidades naturais, tratando com desprezo e preconceitos nossas percepções.
Acredito, também, que estamos em rede, uns com os outros. Quando alguém sente em uma determinada hora, que um parente ou amigo, que mora distante, faleceu, e depois isso se confirma, temos uma prova da existência dessa rede entre as pessoas. Por que algumas descobertas ocorrem simultaneamente em lugares distantes? Há plágio, sincronicidade, ou essas pessoas entram em rede? Por que gêmeos que foram criados em lugares diferentes tem as mesmas preferências?
A educação seria melhor se estimulasse nossas capacidades inatas. Pegue uma caneta ou um pincel, sem a menor preocupação, e, talvez você escreva uma bela poesia, um bom romance, ou pinte um quadro espetacular, sem precisar pegar carona em gente famosa que já faleceu.
Nossa existência não começou na vida presente. Estamos aqui desde o começo de tudo!
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Isabel Gondim, Nísia Floresta e Miguelinho
Muitos dos nossos ancestrais chegaram ao Rio Grande do Norte
há mais de 300 anos. Outros estão aqui desde o início do século XVI.
Quando a viúva Maria da Conceição de Barros fez seu
testamento, em 24 de dezembro de 1766, disse que era natural da nova Freguesia
de Nossa Senhora dos Prazeres da Vila de Extremoz, onde foi batizada, sendo
filha de Manoel Rodrigues Coelho, e de sua mulher Izabel de Barros, ambos
defuntos. Disse mais que foi casada com Francisco Pinheiro Teixeira, na Matriz
de Nossa Senhora da Apresentação.
Examinando os documentos mais antigos de batismos da Freguesia
de Nossa Senhora da Apresentação, encontramos que Maria da Conceição Barros foi
batizada em 8 de dezembro de 1694, na Igreja de São Miguel da Aldeia de Guajiru
(Extremoz), pelo Padre João de Mattos, da Companhia de Jesus, tendo como padrinhos o sargento-mor Manoel de
Abreu e Maria das Neves. Outros filhos do capitão Manoel Rodrigues Coelho e de
sua mulher Izabel de Barros que aparecem nesses registros são: Ana, batizada em
21 de outubro de 1691; Francisco, em 12 de agosto de 1697; e Manoel,em 23 de abril
de 1705. Em alguns outros documentos aparece como madrinha uma filha do casal
de nome Paula.
Outra informação contida nos documentos citados acima dá
conta que em 1710, Dona Maria da Conceição de Barros já era casada com
Francisco Pinheiro Teixeira, e batizaram o filho Leonardo em 1711. Francisco
Pinheiro Teixeira chegou ao nosso Rio Grande junto com os irmãos Padre Manoel
Pinheiro Teixeira e José Pinheiro Teixeira, sendo eles originários de Arrifana
de Sousa, Portugal. José Pinheiro Teixeira casou com Maria da Conceição de
Oliveira filha do Provedor da Fazenda Real, Manoel Gonçalves Branco, e de Dona
Catarina de Oliveira.
No seu testamento Dona Maria da Conceição diz que não houve
descendência dos seus filhos Padre José Rodrigues Pinheiro e de Gonçalo
Pinheiro. Inclui como herdeiros um filho do seu filho Manoel Pinheiro, já
falecido, e os filhos de Leonardo Pinheiro, também falecido. Entre os filhos
vivos, cita a viúva Francisca Antonia Teixeira (que foi casada com o lisboeta
Manoel das Neves de Oliveira); Tecla Rodrigues, mulher de Francisco de Sousa e Oliveira;
Bernardo Pinheiro; Anna Maria da Conceição, casada com o sargento-mor Manoel
Antonio Pimentel de Mello; o padre Miguel Pinheiro Teixeira; Antonia Maria da
Conceição, casada com o tenente-coronel Felipe Barbosa Tinoco; Francisco
Pinheiro Teixeira; e Ignácio Pinheiro.
Alguns dados genealógicos a seguir foram extraídos dos
livros de Arisnete Câmara sobre Isabel Gondim, de Adauto Câmara sobre Nísia
Floresta, de Câmara Cascudo e Hélio Galvão, com algumas correções.
Vejamos agora relação do casal Francisco Pinheiro Teixeira e
Dona Maria da Conceição com Nísia Floresta e Frei Miguelinho.
Frei Miguelinho
(Miguel Joaquim de Almeida Castro) era filho de Manoel Pinto de Castro, natural
do Bispado de Penafiel (um dos testamenteiros de Dona Maria da Conceição) e de
Francisca Antonia Teixeira, neto pela parte materna de Francisco Pinheiro
Teixeira e Dona Bonifácia Antonia de Mello. Portanto Miguelinho era bisneto de
Francisco Pinheiro Teixeira e Dona Maria da Conceição de Barros.
Nísia Floresta (Dionísia Gonçalves Pinto), por sua vez, era
filha de Dionísio Gonçalves Pinto e Antonia Clara, neta materna de Bento Freire
de Revoredo e Mônica da Rocha Bezerra. Mônica era filha de Mônica Borges da
Rocha Bezerra e de Leonardo Pinheiro (Coelho). Portanto, Nísia era trineta de
Francisco Pinheiro Teixeira e Dona Maria da Conceição de Barros. Essa Mônica
Borges era filha de Julião Borges e Mônica da Rocha Bezerra. Há registro sobre
Julião e Mônica, como padrinhos, em 1705.
Dona Bonifácia Antonia de Melo e Manoel Antonio Pimentel de
Mello, citados acima, eram irmãos, filhos de Estevão Velho de Mello e Joanna
Ferreira de Mello. Uma filha de Manoel Antonio e Anna Maria, com o mesmo nome
da mãe, Anna Maria da Conceição, casou com João Damasceno Xavier Carneiro, que
quando enviuvou se tornou padre. No registro de casamento de João Damasceno,
ele é dado como filho natural do Provedor da Fazenda Real, Antonio Carneiro de
Albuquerque Gondim. Não aparece o nome da mãe no registro de casamento, mas
surge no batismo de seu filho, Joaquim (foi padre, também), de 19 de janeiro de
1785. Ela era Ignez Ritta de Mello Monteiro. Aliás, no artigo que fizemos sobre
a intriga do Provedor Antonio Carneiro com o Padre Feliciano Dornelas,
noticiamos que Dona Maria da Apresentação, domiciliária no Sertão de Panema,
esposa do Provedor acima, em 1783 tinha encaminhado para D. Maria I,
solicitação de provisão contra seu marido para libelo de divórcio. Não sei se
houve regularização da relação de Antonio Carneiro com Dona Ignez, pois eles
foram pais, também, de Ignácia Ignez Gondim
que foi casada com José Ignácio Marinho
Gomes. Do último casal nasceu Clara Monteiro de Mello, que foi casada com José
Ignácio Borges que geraram Isabel Deolinda de Mello Albuquerque Gondim que
casou com Urbano Egydio da Silva Costa, pais da Professora Isabel Urbana de
Albuquerque Gondim.
As professoras e escritoras Isabel Gondim e Nísia Floresta
nasceram em Papari (hoje Município de Nísia Floresta). Frei Miguelinho nasceu
em Natal. A localidade de Olho d’Água de Onça em Pernambuco teve seu nome
alterado e hoje é o município de Frei Miguelinho
segunda-feira, 5 de março de 2012
Nós o esquecemos, o Rei não
Nós o esquecemos, o Rei não
João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN e membro do IHGRN e do INRG
Manoel de Abreu Soares não aparece na relação dos capitães-mores de Vicente de Lemos, e essa omissão se repete nos demais livros de nossos autores. A segunda nomeação de Antonio Vaz Gondim para capitão-mor do Rio Grande contém o seguinte trecho: E com igual procedimento se haver no governo da capitania do Rio Grande em que assistiu por mais de seis anos, procedendo a contento daqueles moradores, fazendo muitas obras necessárias para conservação daquela praça e fortaleza dos Reis Magos. Daí, Lemos deduziu que Vaz Gondim foi nomeado em 1656, e, por isso, foi o primeiro capitão-mor depois da saída dos holandeses. O documento de nomeação de Antonio Vaz Gondim, possivelmente contém um erro, relativamente ao tempo que ele foi pela primeira vez capitão-mor, pois nessa data o nomeado foi outro.
Manoel de Abreu Soares nasceu nesta Capitania do Rio Grande. Seu pai, Jerônimo da Cunha, recebeu três sesmarias, sendo duas em 1605 e outra em 1610, as duas primeiras pelo Pitimbú, no caminho de Cajupiranga, e a terceira pelo Rio Potengi. Os nossos livros dão destaque a sua participação na Guerra dos Bárbaros, nomeado que foi como capitão-mor de toda a infantaria de soldados, pretos e índios, em 1688. Mas, antes disso tudo, teve uma participação heroica nos combates contra os holandeses e, foi nomeado capitão-mor da Capitania do Rio Grande, no ano de 1656, pouco tempo depois da saída dos holandeses. Foi, também, capitão-mor de Sergipe d' El Rei. Dois documentos fazem referência à passagem dele como capitão-mor da Capitania do Rio Grande: um Alvará expedido pelo Rei de Portugal em 1681, e a nomeação como capitão-mor de Infantaria dos soldados, pretos e índios, em 1688. Vejamos o documento de 1681.
O Príncipe como Regente, e Governador dos Reinos de Portugal, e Algarves: faço saber aos que este meu Alvará virem, que tendo respeito aos serviços, que Manoel de Abreu Soares, filho de Hierônimo da Cunha, e natural da Capitania do Rio Grande, me fez nas guerras do Brasil, em praça de soldado, cabo de esquadra, sargento, alferes, ajudante, capitão de Infantaria, e capitão-mor do Rio Grande, por espaço de vinte e um anos, dez meses, e três dias, desde o primeiro de agosto de seiscentos e trinta e oito, até dez de fevereiro de seiscentos e setenta e um = e neste tempo se achar em Pernambuco na entrada que se fez pela campanha do inimigo, no encontro do Engenho de Santo André; na peleja que se travou com o Conde de Nassau a vista de Porto Calvo, e mais encontros que com ele houve, na Campanha, passando a nado o Rio São Francisco, e em tudo fazer sua obrigação a que também acudiu no socorro com que o Mestre de Campo Luiz Barbalho Bezerra veio do Rio Una a Bahia. Tornando a Pernambuco, no ano de seiscentos e quarenta e cinco, se achar, outrossim, nos assaltos que se deram aos Holandeses, e Índios na Freguesia de São Lourenço; em várias ocasiões de peleja, em que o inimigo recebeu muita perda, saindo ferido de uma pelourada na perna esquerda; na que sucedeu na fronteira da Força dos Afogados, e Cinco Pontas, indo reconhecer o posto com trabalho, e risco; e assim mais nas marchas das Capitanias do Norte, e sucessos dela.
Por ordem que se lhe deu ir ao Rio São Francisco a conduzir gado para Infantaria; na primeira batalha dos Guararapes assinalar entre os mais; e assistindo por Cabo de cinco Companhias no posto de Salinas, fronteira ao Recife, ter alguns encontros com os inimigos; socorrer por vezes ao Governador Henrique Dias na marcha que fez a Paratibe; e nas jornadas da campanha da Paraíba. Na segunda batalha dos Guararapes obrar com valor, e ser ferido com uma bala por um ombro; no assalto que se deu ao inimigo com a sua Companhia, e outra à sua ordem, em Cunhaú; nas emboscadas do Paço de Barreta, e peleja que travou com os Holandeses, ser ferido de uma pelourada; e nos mais que houve, marchas que se fizeram, e sítios que se puseram ao Forte de Salinas, Casa do Rego, e Forte de Altena, até se recuperarem as Fortalezas do Recife, procedendo de modo, que lhe deram dois escudos de vantagem. Passando depois à Capitania do Rio Grande, marchar quarenta léguas pelo Sertão em seguimento dos Tapuias. E sendo provido no posto de Capitão-mor da mesma Capitania no ano de seiscentos, e cinquenta e seis, proceder como muito devia.
Em satisfação de tudo, e de atualmente estar servindo com cuidado e zelo, de Capitão-mor de Sergipe, em que tem despedido muito de sua fazenda. Hei por bem de lhe fazer mercê (além de outra que pelos mesmos respeitos lhe fiz) deste Alvará de Ofício de Justiça, ou Fazenda, para filha ou filho. E este se cumprirá inteiramente como nele se conclui, sem dúvida alguma, e valerá, como Carta sem embargos de ordenação do Lº 2º ttº 40, em contrário. E se passou por duas vias, uma só haverá efeito, e pagou de novo direito vinte réis que se carregarão ao Tesoureiro Hieronimo da Nóbrega de Azevedo a folhas quatrocentos e quatorze. André Serrão de Carvalho o fez em Lisboa, a vinte e dois de julho de seiscentos e oitenta e um. O secretário André Lopes de Souza o que escreveu.
Assim, pelo visto acima nossos livros deve incluir na relação dos nossos capitães-mores, o potiguar Manoel de Abreu Soares.
Esse Alvará foi usado, somente em 1729, pelo seu filho, alferes Pascoal Gomes de Lima, assunto que vamos tratar em outro artigo.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Sobre os Dantas Corrrea
Sobre os Correa Dantas
Os documentos aqui apresentados foram enviados por Helder Macedo, em PDF. Ele, posteriormente, enviou em Word. Fiz uma transcrição para o Word, eliminando algumas abreviaturas e corrigindo algumas palavras. Pela importância do assunto para a nossa Genealogia posto neste blog. Cada um dos documentos foi extraído do enderêço abaixo.
Arquivo Nacional da Torre do Tombo – PT/TT/TSO-CG/A/008-001/1515
Tribunal do Santo Ofício, Conselho Geral, Habilitação, Antonio, Mc.203m doc.3025
Diligência sobre a geração, vida e costumes do capitão Antonio Dantas Correa Góes, natural da Freguesia de Nossa Senhora das Neves da Cidade da Paraíba, e morador na dos Patos, tudo do Bispado de Pernambuco: casado com Dona Josefa Francisca de Araújo ( 1801-1804).
Casamento de José Dantas Corrêa com Tereza de Gois de Vasconcelos
Certifico que revendo os livros dos assentos de casamentos desta Freguesia de Nossa Senhora das Neves da Cidade da Paraíba do Norte em um deles as folhas setenta e seis verso achei o assento do teor seguinte: Aos vinte e dois de novembro de mil setecentos e quarenta e cinco, com licença do Senhor Bispo na Igreja de Nossa Senhora das Neves, digo do Carmo da Paraíba na presença do Padre Frei Luiz de São Jerônimo e das testemunhas o Governador Antonio Borges da Fonseca, e o Juiz Ordinário Manoel Martins Grangeiro, se receberam por palavras de presente na forma que dispensa o Sagrado Concílio Tridentino, o capitão-mor José Dantas Correa, filho legitimo do Alferes José Dantas Correa e de sua mulher Izabel da Rocha Meireles, natural desta Freguesia de Nossa Senhora das Neves, e morador na Freguesia do Piancó, com Dona Thereza de Góis de Vasconcellos, filha do coronel Lourenço de Góis de Vasconcellos e da sua mulher Dona Maria de Araújo de Vasconcellos, natural e moradora desta Cidade da Paraíba, e receberam as bênçãos nupciais; do que mandei fazer este assento que assinei para constar. O Vigário Antonio da Sylva Mello. E não se continha mais em dito assento que bem e fielmente trasladei do próprio e que tudo afirmo aos Santos Evangelhos. Paraíba, 20 de outubro de 1802. José Elias de Carvalho, Prior.
Batizado de José Dantas Correa, o 2º
Certifico que revendo os livros dos batizados desta Freguesia de Nossa Senhora das Neves da Cidade da Paraíba do Norte, em um deles as folhas sessenta e quatro verso achei o assento do teor seguinte: em primeiro de abril de mil setecentos e oito com licença do Muito Vigário na Capela de Nossa Senhora do Desterro batizou o Padre Custódio de Oliveira Pereira, a José filho de José Dantas Correa e de sua mulher Izabel Rocha; foram padrinhos o capitão Domingos de Siqueira da Sylva, e sua mulher Maria das Neves. Não tomou os Santos Óleos, do que fiz este assento dia, e era ut supra. Antonio Dias Monteiro, coadjutor. E não se continha mais em dito assento que bem e fielmente trasladei do próprio ao qual me reporto e tudo afirmo aos Santos Evangelhos. Paraíba, 20 de outubro de 1802. José Elias de Carvalho, Prior.
Batizado de Lourenço de Góis e Vasconcellos
Certifico que revendo os livros dos assentos dos batismos dos livros desta Freguesia de Nossa Senhora das Neves da Cidade da Paraíba do Norte não consta do assento do avô do suplicante, coronel Lourenço de Góis, por ser antigo, mas me consta ser o batizado (....) temente a Deus e de bons costumes o que tudo afirmo aos Santos Evangelhos. Paraíba, 20 de dezembro de 1802. José Elias de Carvalho, Prior.
Batizado de José Dantas Correa,o 1º
Certifico que revendo os livros dos assentos dos batismos desta Freguesia de Nossa Senhora das Neves da Cidade da Paraíba do Norte, não consta do assento de José Dantas, avô paterno do suplicante, nem achar pessoa alguma que me desse notícia dos nomes dos seus pais, por donde pudesse procurar o dito assento por serem muitos antigos e já terem mais de cem anos, pois seu filho José Dantas, tem noventa e quatro anos como consta do seu batismo e tudo afirmo aos Santos Evangelhos e do mesmo livro de batismos as folhas 64, verso. Paraíba, 20 de outubro de 1802. José Elias de Carvalho, Prior.
Batizado de Antonio Dantas Correa de Góis
Manoel Antonio Rocha, Professo na Ordem de Cristo, Comissário do Santo Ofício e Vigário Encomendado na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Neves da Cidade da Paraíba, por Sua Excelência Reverendíssima, Certifico, que revendo os livros de batismos desta Freguesia, em um deles a pagina 91, achei o assento, de que faz menção a petição, do teor seguinte. Aos vinte, e oito dias do mês de outubro de mil setecentos e cinquenta, nesta Matriz de Nossa Senhora das Neves da Paraíba, de licença minha, o Reverendo Padre Manoel de Carvalho batizou e pôs os Santos Óleos ao inocente Antonio, filho do sargento-mor José Dantas, e de sua mulher D. Thereza de Goes: foram padrinhos o coronel Lourenço de Goes de Vasconcellos e sua filha D. Maria de Goes, solteira: do que mandei fazer este assento que assinei = Antonio Soares de Barboza, Vigário. E não se continha mais em dito assento, eu bem, e fielmente copiei do original, a que me refiro e vai sem a siza, que duvida faça. Cidade da Paraíba, 4 de maio de 1807. Manoel Antonio da Rocha, Vigário Encomendado da Paraíba.
Batizado de Tereza de Góis de Vasconcellos
Manoel Antonio da Rocha, Professo na Ordem de Cristo, Comissário do Santo Ofício e Vigário Encomendado na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Neves da Cidade da Paraíba por Sua Excelência e Reverendíssima que Deus Guarde, Certifico que revendo os livros dos batismos desta Freguesia, em um deles a página 58, achei o assento do teor seguinte. Aos vinte, e sete dias do mês de maio de mil setecentos e vinte e sete, com minha licença, na Capela de Santos Cosme e Damião, batizou sem os santos óleos, pelos não haver, o Reverendo Padre Antonio Rodrigues Frazão a inocente Thereza, filha do coronel Lourenço de Goes de Vasconcellos, e de sua mulher D. Maria de Arahujo: foram padrinhos o sargento-mor Simão de Goes de Vasconcellos, e Dona Joanna de Souza Coitinho: de que fiz este assento que assinei para constar. O Vigário Antonio da Sylva Mello. E não se continha mais em dito assento, eu bem, e fielmente copiei do próprio, a que me reporto. Cidade da Paraíba, 4 de maio de 1807.
Batizado de José Dantas Correa, o 1º
Manoel Antonio da Rocha, Professo na Ordem de Cristo, Comissário do Santo Ofício e Vigário encomendado na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Neves da Cidade da Paraíba, por Sua Excelência Reverendíssima que Deus Guarde, certifico que revendo os livros de batismos dos mais antigos da Freguesia, não achei o acima requerido, pelo que recorri aos de casamentos, e com efeito em um deles a página 39v, achei que o dito José Dantas Correa no ano de mil setecentos e onze, fora padrinho com Domingos Siqueira da Sylva no casamento de Matheos Bizerra da Costa com Anna de Abreu Maciel, pelo que se vê dos muitos anos, não se poder achar o assento do dito José Dantas Correia, usando deste meio para ver, se no casamento do dito José Dantas Correia com D. Izabel da Rocha Meireles achava notícia de seus pais. É o que posso informar o suplicante em fé de Pároco. Cidade da Paraíba, 7 de maio de 1807. Manoel Antonio da Rocha, vigário encomendado da Paraíba.
Batizado de Izabel da Rocha Meireles
Manoel Antonio da Rocha, Professo na Ordem de Cristo, Comissário do Santo Ofício e Vigário Encomendado na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Neves da Cidade da Paraíba, por Sua Excelência Reverendíssima que Deus Guarde, certifico, que revendo os livros de batismos dos mais antigos da Freguesia, não achei o acima requerido, por não declarar, filha de que pais, assim no ano de mil seiscentos, e noventa e seis a 48v do teor seguinte: aos dezesseis de fevereiro de mil seiscentos e noventa e seis, com licença do Reverendo Vigário, batizou o Padre Frei João de Santo Elias, Religioso de Nossa Senhora do Carmo em Nossa Senhora da Guia, a Izabel, filha legitima de Antonio Pereira, e de Ricarda Costa; foram padrinhos João Cardozo, e Iria Soares, de que fiz este assento para constar. O coadjutor Antonio de Souza Ferrão. E não se continha mais em dito assento que bem fielmente copiei do próprio, a que me reporto. Cidade da Paraíba, 7 de maio de 1807. Manoel Antonio da Rocha, Vigário Encomendado da Paraíba.
Casamento de Antonio Dantas Correa de Góis com Josefa Francisca de Araújo
Manoel Rodrigues Xavier Presbítero Secular, Comissário do Santo Ofício da Inquisição de Lisboa, Cura e Vigário da Vara nesta Freguesia de Nossa Senhora da Guia do Lugar dos Patos, termo da Vila do Príncipe e nela Juiz dos Casamentos e (...) tudo por sua Excelência Reverendíssima, Certifico, que revendo o livro dos assentos dos casamentos desta Freguesia, nele achei o assento, de que faz menção o requerimento supra, cujo teor de verbo ad verbum é o seguinte = aos quinze dias do mês de outubro de mil setecentos, e noventa e dois neste sítio de São Gonçalo da Serra do Monteiro desta Freguesia pelo meio dia em minha presença se receberam por esposos presentes os nubentes o alferes Antonio Dantas Correa de Goez, e D. Josefa Francisca de Araújo, esta é filha legítima de Joaquim de Araújo de Almeida, já falecido, e de sua mulher D. Mariana Francisca dos Santos Maiores, e natural do Cariri de fora, e aquele é filho legítimo do sargento-mor José Dantas Correa, e de sua mulher D.Thereza de Goez e Vasconcellos, já defuntos, e natural da Cidade da Paraíba, corridos seus banhos, tanto de suas naturalidades, quanto de seus domicílios, sem impedimento, lhes dei as benções matrimoniais juxt. Rit. Roman., foram confessados, e examinados da Doutrina Cristã, e assistiram por testemunhas o capitão Bento da Costa Vilar, e o Juiz Ordinário José Vicente Rodrigues de Carvalho, que comigo assinaram no assento que fica no arquivo desta Igreja, e para constar fiz este assento em que me assinei. Manoel Rodrigues Xavier, cura dos Patos = e não se continha mais no dito assento, a que me reporto, em fé de pároco. Patos, 24 de setembro de 1793. Manoel Rodrigues Xavier, Cura dos Patos.
Batizado de Mariana Francisca de Souto Maior
Manoel Antonio da Rocha, Professo da Ordem de Cristo, Comissário do Santo Ofício, e Vigário Encomendado na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Neves da Cidade da Paraíba por Sua Excelência Reverendíssima que Deus Guarde, certifico que revendo os livros de batismos desta Freguesia, em um deles se acha a folha 129 o assento do teor seguinte. Aos vinte, e nove dias do mês de Maio de mil setecentos, cinquenta e sete na Matriz desta Freguesia de Nossa Senhora das Neves da Paraíba do Norte, de minha licença, o Padre Mathias Mendes Viana batizou e pôs os Santos Óleos a inocente Marianna, filha legítima do sargento-mor Manoel Rodrigues Pires, e de sua mulher Francisca Coelho Barreto: foram padrinhos Vicente Luis da Costa, e Tereza de Jesus, filha de José Rodrigues Pires: de que mandei fazer este assento, que assinei = Francisco Gomes de Mello. Pro Vigário. E não se continha mais em dito assento, que bem e fielmente copiei do próprio a que me refiro. Cidade da Paraíba, 4 de maio de 1807. Manoel Antonio da Rocha, Vigário Encomendado da Paraíba.
Batizado de Maria de Araújo e Vasconcellos
Manoel Antonio da Rocha, Professo na Ordem de Cristo, Comissário do Santo Ofício e Vigário Encomendado na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Neves da Cidade da Paraíba, por Sua Excelência e Reverendíssima que Deus Guarde, certifico, que revendo os livros de batismos desta Freguesia, em um deles a página 72 achei o assento do teor seguinte. Aos vinte e dois do mês de abril de mil setecentos e oito, batizou o Padre Antonio de Andrade Bezerra, da Capela de Santos Cosme e Damião, de Inhobim, com licença do Reverendo Vigário a Maria, filha legítima do capitão Ignácio de Freitas e de sua mulher Guiomar Fernandes: foram padrinhos o dito Padre Antonio de Andrade, e D. Violante de Souza: de que fiz este termo para constar. O Coadjutor, Antonio de Souza Ferrão. E não se continha mais em dito assento, que bem e fielmente copiei do próprio a que me refiro. Cidade da Paraíba, 4 de maio de 1807. Manoel Antonio da Rocha, Vigário Encomendado da Paraíba.
Batizado de José Dantas Correa, o 2º
Manoel Antonio da Rocha, Professo na Ordem de Cristo, Comissário do Santo Ofício e Vigário Encomendado na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Neves da Cidade da Paraíba por Sua Excelência Reverendissima que Deus Guarde, certifico, que revendo os livros de batismos dos mais antigos da Freguesia, não achei o assento requerido do sargento-mor José Dantas Correa, pai dos Suplicante, porem recorrendo aos livros de casamento em um deles, a página 74 achei que o capitão-mor José Dantas Correia é filho legítimo do Alferes José Dantas Correa e de Izabel da Rocha Meireles, natural desta Freguesia de Nossa Senhora das Neves, e morador na Freguesia do Piancó, e que fora casado com D. Tereza de Goes, natural desta Freguesia da Paraíba no ano de mil setecentos, quarenta e cinco: é o que posso informar a respeito, a vista do livro a que me reporto em fé de Pároco. Cidade da Paraíba, 6 de Maio de 1807. Manoel Antonio da Rocha, vigário Encomendado da Paraíba.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
O Guardião do Transitus Domini em Terras Potiguares
O Guardião do transitus Domini em Terras Potiguares
Irmã Vilma Lúcia de Oliveira, FDC
Coordenadora do Arquivo Metropolitano
e do Centro Documental Potiguar
arquivo@arquidiocesedenatal.com.br
A comunidade católica de Natal foi surpreendida, na manhã de 13.12.2011, com a notícia da morte do Monsenhor FRANCISCO DE ASSIS PEREIRA, aos 76 anos. Velado na Catedral Metropolitana de Natal, com missa presidida pelo Arcebispo Dom Matias Patrício de Macedo, concelebrada pelo Arcebispo Emérito Dom Heitor de Araujo Sales e diversos Sacerdotes, seguida do sepultamento no cemitério Vila Flor.
Natural de Santa Cruz, RN, Monsenhor Assis nasceu em 12.4.1935. Filho de José Pereira de Carvalho e Rita Rodrigues de Carvalho. Foi ordenado sacerdote em 13.4.1958; recebeu o Título de Monsenhor, Capelão do Santo Padre, concedido pelo Papa João Paulo II, em 1991. Em 1.6.1994 a Santa Sé o confirmou Postulador, junto à Congregação das Causas dos Santos, no Vaticano. Além de Vigário, Capelão e estreito colaborador do Arcebispado de Natal em diversas funções eclesiais, foi professor, pesquisador, escritor, arquivista e compositor sacro. Fiel à Eucaristia, ao Breviário e ao Santo Rosário. Um Mestre que rezou, estudou, advertiu, confessou, perdoou, provocou confrontos, pediu perdão - como costumava dizer: tenho o pavio muito curto. Contudo, um Mestre de gerações.
Entregou sua vida a serviço da Igreja e da tutela daquilo que ela produziu em sua missão. Era cuidadoso em conservar a memória da ação pastoral da Arquidiocese de Natal. Tinha sempre presente que na mens da Igreja os arquivos são lugares da memória das comunidades cristãs e promotores de cultura para a nova evangelização (Pontifícia Comissão para os Bens Culturais da Igreja, A Função Pastoral dos Arquivos Eclesiásticos, Vaticano, 2.2.1997, p. 5). Se algumas características de sua fisionomia nos surpreendem, temos de pensar em seu caráter profundamente religioso e dedicado ao resgate histórico do transitus Domini (passagem do Senhor na expressão de Paulo VI) em Terras Potiguares. Ter o culto dos pedaços de papéis, dos documentos, dos arquivos, dos testemunhos de vidas, quer dizer, por repercussão, ter o culto de Cristo e o sentido da Igreja. (PAULO VI, Alocução aos Arquivistas Eclesiásticos, 26.9.1963).
Assim, Monsenhor Assis, compreendia e tratava as fontes históricas, como laços que ligam a Igreja numa ininterrupta continuidade. São partes da mensagem de Jesus, que passa pelos escritos da primeira comunidade apostólica e de todas as comunidades eclesiais, chegando até nós num proliferar de imagens que documentam o processo de evangelização de cada Igreja Particular e de toda a Igreja (Pontifícia Comissão para os Bens Culturais da Igreja, A Função Pastoral dos Arquivos Eclesiásticos, Vaticano, 2.2.1997, p. 6).
Seu ministério foi fecundo, Doutor em Filosofia e Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, tornou-se uma figura das mais preparadas e solicitadas que a Arquidiocese de Natal já conheceu. No Seminário São Pedro foi professor de Latim, Grego, Teologia, Grego Bíblico e Vice-Reitor (1962-1964). Na Universidade Federal do RN participou da implantação do Curso de Filosofia, do qual foi Coordenador (1982-1984), lecionou Metodologia da Ciência, Sociologia, Metafísica Geral e Problemas Metafísicos. Na Emissora de Educação Rural, da Arquidiocese de Natal, foi Diretor-Superintendente (1963-1965). Coordenou a Comissão de Liturgia, Música e Arte Sacra (1964-1977); o Secretariado de Opinião Pública (1967-1971); a Cúria Metropolitana da Arquidiocese de Natal (1988-2000). Foi Juiz Auditor da Câmara Eclesiástica de Natal, Vigário Episcopal para o Clero (1991-2001) e Vigário Geral da Arquidiocese (1994-2003).
Como Postulador trabalhou no Processo de Beatificação dos Mártires de Cunhaú e Uruaçú da Arquidiocese de Natal, de D. Frei Vital Maria Gonçalves de Oliveira e de Dom Francisco Expedito Lopes, da Arquidiocese de Olinda e Recife, do Padre José Antônio de Maria Ibiapina, da Diocese de Guarabira, no Estado da Paraíba, do Padre João Maria Cavalcanti de Brito e do Cônego Luiz Gonzaga do Monte, ambos da Arquidiocese de Natal, e na Reabilitação Histórico-Eclesial do Padre Cícero Romão Batista, da Diocese do Crato, CE. Sua trajetória culmina como Sócio Efetivo da Academia Brasileira de Hagiologia e do Instituto Histórico e Geográfico do RN. Sua abnegação transparecia especialmente no modo como cumpria seus deveres, carregando em seu coração os sinais históricos das gerações que nos precederam no sinal da única fé. Eis o homem, o sacerdote, o Guardião do “transitus Domini” em Terras Potiguares.
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